A Igreja Católica ensina, desde os primeiros séculos, que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Esse é um dos maiores mistérios da nossa fé e o fundamento da Cristologia. Em Jesus, Deus se fez carne, entrou na história e viveu entre nós para nos salvar.
Jesus não foi apenas um grande profeta ou um homem bom. Ele é o Filho eterno de Deus, gerado e não criado, consubstancial ao Pai. Ele assumiu a nossa humanidade sem deixar de ser divino. Essa união entre a natureza divina e humana em uma única pessoa é o que chamamos de “união hipostática”.
É essa realidade que celebramos no Natal: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Jesus sentiu fome, chorou, trabalhou, sofreu e morreu como qualquer ser humano. Ao mesmo tempo, Ele perdoava os pecados, curava os doentes e dominava as forças da natureza, mostrando sua divindade.
Essa união maravilhosa nos revela o quanto Deus nos ama. Ele quis se fazer um de nós para nos aproximar d’Ele, para nos ensinar a viver e para nos abrir as portas do Céu. Somente sendo ao mesmo tempo Deus e homem, Jesus poderia ser o Mediador perfeito entre a humanidade e o Pai.
Refletir sobre a pessoa de Cristo nos leva a um amor mais profundo por Ele. Que possamos sempre reconhecer, com fé e gratidão, que Jesus é nosso Salvador, Deus conosco, e que cada passo dado por Ele neste mundo foi por amor a cada um de nós.

